DACRIOCISTORRINOSTOMIA ENDOSCÓPICA NASAL

A DACRIOCISTORRINOSTOMIA é a cirurgia realizada para correção da obstrução do ducto nasolacrimal, geralmente provocada por uma dacriocistite crônica que consiste em uma obstrução baixa da via lacrimal, resultando em acúmulo de secreção e aumento de tamanho do saco lacrimal.

A principal queixa deste paciente é o lacrimejamento praticamente constante, na grande maioria unilateralmente.

A cirurgia consiste basicamente na abertura do saco lacrimal, que é conectado ao nariz.

A técnica tradicional de eleição dos oftalmologistas é a externa, na qual uma incisão é realizada na pele do nariz para o acesso ao osso, seguida de uma osteotomia por via externa, a abertura da mucosa nasal e a criação de flaps no saco lacrimal, realizada de fora para dentro. O principal inconveniente desta técnica é a cicatriz externa, na pele do nariz.

A abordagem endonasal assistida por endoscopia (DACRIOCISTORRINOSTOMIA ENDOSCÓPICA NASAL) segue o caminho inverso. Um retalho de mucosa nasal é criado no primeiro momento, seguido da osteotomia endonasal do osso para expor o saco lacrimal e a marsupialização do mesmo para o interior da cavidade nasal. A exposição e visualização endoscópica de todo o saco lacrimal é fantástica. Após a comunicação do saco lacrimal com a fossa nasal é deixada uma sonda (Sonda de Crawford) para manter a via aberta após a cicatrização.

As taxas de sucesso da dacriocistorrinostomia por via endonasal superam os 90% em mãos experientes.

Além da vantagem de não se ter cicatriz na pele ao final do procedimento, na DACRIOCISTORRINOSTOMIA ENDOSCÓPICA NASAL pode-se ao mesmo tempo corrigir patologias como desvio de septo nasal e até sinusites crônicas.

Dentre os principais sintomas e doenças cuja análise e tratamento são de responsabilidade do otorrinolaringologista, podemos destacar:

  • Rinite: irritação e inflamação das cavidades nasais, de origem alérgica ou infecciosa.
  • Sinusite: irritação e inflamação dos seios da face.
  • Desvio do septo nasal: distúrbio na parede ósteo-cartilaginosa que divide as narinas. Pode ser congênito ou resultante de processos traumáticos, inflamatórios ou infecciosos, podendo causar interferências na função respiratória.
  • Polipose nasal: formações polipoides (tumores/massas benignas) detectadas nas cavidades nasais e nos seios paranasais. Ocorre como resultado de processo inflamatório crônico da mucosa nasal.
  • Apnéia: interrupção da respiração por 10 segundos ou mais durante o sono, provocado por relaxamento dos músculos da garganta associado ou não a alteração de estruturas como septo, adenoide e amigdalas, impedindo assim a respiração adequada do paciente.
  • Surdez: perda auditiva parcial ou total, além de zumbidos.
  • Otites: infecção do ouvido médio, podendo resultar em inflamações e acúmulo de secreção na região.
  • Amidalite: infecção das amígdalas, tecido atrás da garganta. Pode causar febre, dor de garganta e inchaços na região do pescoço.
  • Faringite: infecção bacteriana ou viral na parte posterior da garganta.
  • Paralisia facial: perda de movimento nos músculos da face por conta de problemas nos nervos.
  • Dificuldade para engolir: sintoma que pode estar ligado a doenças que afetem garganta e pescoço.
  • Alterações nas pregas vocais: nódulos ou calos, geralmente identificados pelo sintoma da rouquidão, podendo indicar problemas relacionados.
  • Labirintite e distúrbios do labirinto: podendo causar sintomas de tontura, náuseas, zumbidos no ouvido e, até mesmo, diminuição na audição.
  • Outras situações: envolvendo câncer nas cordas vocais, câncer da laringe, pólipos nasais, distúrbios do sono, perfuração do tímpano, tumores cervicais benignos e malignos, dentre outras.

Algumas das principais cirurgias realizadas pelo Dr Sassi:

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    DR. LUIZ SASSI

    Dr. Luiz Renato Sassi, natural do Estado de São Paulo, cursou MEDICINA e após especializou-se em OTORRINOLARINGOLOGIA, ambos pela USP-RP. Membro da ABORL-CCF. Pós-graduado (Lato Sensu) em Medicina Estética e Cirurgia Plástica de Face, sendo Membro Efetivo da Academia Brasileira de Cirurgia Plástica da Face (ABCPF).

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